Martha Guilherminda era uma mãe dedica, ela se casou com
Mcalister aos 25 anos e tiveram seu primeiro filho depois de dois anos de
casados, eram um casal que planejavam tudo, só davam dois passos à frente se já
tivessem pensado em tudo.
Deram o
nome de Max ao menino, a princípio era um garoto alegre e feliz que trouxe
grande alegria ao casal, estavam tão contentes com o filhinho que tiveram que
chegaram a se arrependerem de não ter tido um filho antes. Foi quando ocorreu
uma coisa não planejada com o pobre do Max aos seu oito anos para desespero dos
pais, ele adoeceu gravemente, ficou acamado, tinha problemas respiratórios e
várias dores pelo corpo que seus pais não sabiam de onde vinha. Levaram ele às
pressas para o hospital o Cravo e a Rosa, um hospital especializados em
crianças.
Com o
tempo descobriram que o garoto tinha herdado uma doença genética, muito rara
que dava em crianças e para desespero deles não se sabiam muito dela e o único
tratamento possível era ficar acamado para não mexer muito o corpo, pois as
dores eram insuportáveis. Dá pra imaginar o quanto é desesperador vendo seu
filho gritando de dor em cima da cama sem ter nada para fazer? Os médicos
sedavam o máximo que podiam o menino com remédio, mas logo depois de duas horas
Max estava gritando de dor em cima da cama novamente.
Com o
tempo o menino mal se comunicava, seus cabelos caíram, ficava deitado em cima
da cama com os olhos fechado. Sua mãe tentava compensar isso, se o garoto não
podia sair da cama e brincar como uma criança normal ela ao menos poderia fazer
ele viajar em sua imaginação. Então ela vinha e lhe contava histórias todos os
dias e Max explorava as “vinte mil léguas submarinas”, conhecia criaturas e
novos mundos em “as viagens de Guiliver”, subia pelo pé de feijão de “João e
Maria” até o céu, andava na “Corda Bamba” e visitava a “Casa da Madrinha” de
Ligya Bojunga. Max foi um garoto que menos teve contato com outras crianças,
mas foi o menino que mais viajou em sua imaginação, era um garoto de alma pura,
praticamente um anjinho.
Sua mãe
evitava falar na morte, aquelas historias na qual a morte era um personagem
importante, existem historias assim, na qual a morte é uma convidada de honra:
o escritor escreve uma linda história e convida a morte para sentar na cadeira
de honra, deixa ela matar um personagem ou outro e sai pela porta da frente.
Max acreditava que sua mãe não contava nem uma história desse tipo por que a
morte já era a convidada de honra na história de Max, ela quem seria a
personagem principal e não ele. O garoto sonhador não tinha medo da temida
amiga, pois pra ele morte era libertação, significava que ele não sentiria mais
dor e talvez fosse morar em uma daquelas histórias que sua mãe contava para
ele.
Quando ele abria os olhos por um
ou dois segundos ele via sua mãe do seu lado enxugando os olhos e tentando
forçar um sorriso para que o garoto se animasse, foi por conta disso e de todas
as dores que já era uma amiga que Max queria que fosse em bora ele fez um
pedido a sua mãe.
-M- Mã... – ele tentou falar mas saiu bem baixinho quase
inaudível, Max ainda estava de olhos fechados ele queria concentrar toda suas
forças em seus lábios ele queria falar aquilo, sua mãe quando o viu pensou que
ele estava sonhando...
-M- Mãe... – ele conseguiu dizer bem baixinho, depois abriu
os olhos para ver se ela estava ali. Estava sim.
-Querido não se esforce muito... – sussurrou sua mãe do lado
do garoto
-Me... – ele disse fechando os olhos novamente a dor por
todo o seu corpo tinha voltado, ele não aguentava mais, aquilo não era vida -
... mate... Me mate, mamãe...
-Não querido... – Martha entrou em desespero e começou a
chorar, os médicos entraram e encontraram ela muito agitada e mandaram ela ir
para casa, pois não tinha condição dela ficar ao lado do garoto naquele estado,
vendo a situação de Max os médicos deram uma injeção nele para que voltasse a
dormir.
* * *
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